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Estimados consócios da Apeb,

É com algum alivio que vejo que progredimos, a par e passo, mas seguimos em frente.
Conseguimos alguns resultados positivos nas nossa relações com a Comuna, nestes últimos dias procurando melhorar as nossas relações com os vizinhos e trabalhando para diminuir a intensidade do som nas próximas iniciativas já programadas.

Muitas iniciativas já estão tomadas para os próximos meses, pelo que estamos no bom caminho, contudo impõe-se permanecer prudentes e velar para que tudo corra bem.

A APEB será o que as pessoas de boa vontade quizerem fazer dela.
Uma coisa é certa: ela não será nunca mais como era há 20 anos.

Nem eu sou como era há 20 anos.
Nem nenhum de nós é, como era há 20 anos.
«Antes, era assim!».

«Antes, fazia-se isto assim!».

«Antes, divertiamo-nos assim!».
E assim passamos o tempo a falar do “antes” sem nos preocuparmos do “agora”.
Precisamos de olhar para trás para compreender as nossas vidas, os nossos erros. E também precisamos de olhar em frente para viver a nossa vida. A APEB igualmente necessita de viver a sua própria vida.

E se fizessemos hoje a “Nossa” APEB, aquela, em que nós nos revemos. E agora?

Francisco Monho
VIVA O 1° DE MAIO
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Vai longe esse tempo em que a APEB estava presente nas grandes manifestações do 1º de Maio em Bruxelas.

Festejava-se as 8 horas de trabalho conquistadas, o mês de férias pagas, e tantos outros direitos.
Lutava-se pelo direito ao trabalho contra o desemprego, à saúde, ao ensino, pela paz no mundo, pelo progresso e pela igualdade real entre homens e mulheres.

Será que hoje deixou de haver razões para lutar e participar no 1º de Maio?

É evidente que não.

Só a nossa resposta firme, empenhada e consciente, nos pode abrir novos caminhos de justiça e progresso social e travar a caminhada desenfreada de um punhado de delinquentes, abusando de todos os meios para multiplicar as suas fortunas pessoais em detrimento dos direitos elementares de milhões de trabalhadores, povos e países em vias de desenvolvimento.

Em meu nome pessoal, apelo para que neste 1º de Maio volteis a mostrar que somos uma grande associação de trabalhadores portugueses, emigrados sim, porque no nosso país continua a nos ser negado o direito de viver do nosso trabalho com dignidade.

E assim, lá estarei mais uma vez neste Sábado, na Place Roupe, a partir das 13 horas, no 1º de Maio.

Vinde também!

Fernando Penteado

Bruxelas, 28 de Abril de 2010

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